25 de fevereiro de 2011
18 de fevereiro de 2011
Prosa sem pressa
Os seguintes parágrafos são extraídos do texto de Inês Pedrosa publicado na revista Única de 12 de Fevereiro de 2011, intitulado Programa para um ano de crise que se encontra já disponível online, e o melhor é ler o artigo todo.
"A competição desenfreada conduziu o mundo ao impasse em que estamos hoje. É tempo de percebermos que o remédio está na antítese do veneno - pararmos de correr e encontrarmos tempo para, simplesmente, dançar. A conversa da angústia sobre o futuro é velha e mata as novas gerações. Há trinta anos o telemóvel, a Internet e as redes sociais que entretanto criaram empresas e fortunas eram impensáveis - por conseguinte, que valor têm os augúrios de desgraça para os nossos filhos e netos? A nova geração precisa desesperadamente de incentivo - e sobretudo calma.
(...)
A crise fundamental é a de ideias: os sistemas económicos tradicionais estoiraram, e não se adivinha ainda o que poderá vir substituí-los. Seria mais fácil adivinhar se tivéssemos tempo para pensar. Tempo livre - para ler, viver, e sobretudo pensar. Deveríamos fazer da filosofia o centro dos currículos escolares, desde o primeiro ano de ensino - em vez de fazermos precisamente o contrário, como calamitosamente temos feito.
(...)
O mais urgente programa anticrise parece-me esse: gozar cada dia devagar, com o mínimo de possível de custos. E pensar como quem dança, sem olhar para o par do lado nem pretender mais do que o prazer de rodopiar ao som da música."
14 de fevereiro de 2011
Traduzir-se em Metade
Se o poema "Traduzir-se" de Ferreira Gullar (vencedor do prémio Camões 2010), aqui em cima cantado por Chico Buarque e Fagner (e musicado por este último), foi plagiado neste "Metade" de Oswaldo Montenegro, em baixo, não sei, mas corre por aí!
1 de fevereiro de 2011
Está validado?
Depois do "Smile" do Chaplin, um outro "Smile" merece ser visto: a curta metragem "Validation", de 2007, escrita e realizada por Kurt Kuenne, com T.J. Thyne no papel principal (o filme também se encontra no Youtube legendado, em parte 1 e parte 2).
30 de janeiro de 2011
Uma volta pelo lado selvagem
Desde 1972, "Take a Walk on the Wild Side", de Lou Reed, fica na história da música e também na história da cidade de Nova Iorque.
Lou Reed - A walk on the wild side. - MyVideo
22 de janeiro de 2011
A espantosa realidade das cousas
![]() |
| Mosteiro de Tibães - exterior |
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade."
Alberto Caeiro
12 de janeiro de 2011
Superação
De origem sérvia, Nick Vujicic nasceu em Brisbane, na Austrália, em 1982. Nasceu sem braços e sem pernas. Mas o que lhe falta em membros, sobra-lhe em alegria de viver e motivação. Aos 17 anos fundou uma organização sem fins lucrativos, a Life Without Limbs, e vive de palestras motivacionais pelo mundo fora. Um exemplo de superação e optimismo.
27 de dezembro de 2010
O Menino Jesus de Caeiro por Bethania
Já consta deste armazém o poema de Alberto Caeiro sobre o Menino Jesus. Agora fica dito por Maria Bethania:
24 de dezembro de 2010
22 de dezembro de 2010
Sejam felizes
Aos visitantes deste Armazém desejo um bom Natal e um óptimo ano de 2011. E uma palavra de agradecimento a todos os que me têm feito companhia através dos comentários. Obrigada!
Façam o favor de serem felizes :)
16 de dezembro de 2010
Palavras para a minha mãe
"Palavras para a minha mãe
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo.
a fotografia em que estou sentado ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho. gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras. sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste. somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes."
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo.
a fotografia em que estou sentado ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho. gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras. sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste. somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes."
José Luís Peixoto, em A Casa, a Escuridão, 2002
8 de dezembro de 2010
Imagine Direitos Humanos
Porque dia 8 de Dezembro faz 30 anos que morreu John Lennon.
Porque dia 10 de Dezembro se comemora o Dia Internacional do Direitos Humanos
Porque o sonho ainda não morreu.
Imagine que todos têm Direitos Humanos.
Porque dia 10 de Dezembro se comemora o Dia Internacional do Direitos Humanos
Porque o sonho ainda não morreu.
Imagine que todos têm Direitos Humanos.
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