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9 de outubro de 2011
6 de abril de 2010
Para que servem 320 milhões de euros?
Servem, por exemplo, para deitar ao lixo sob a forma de medicamentos não usados, num ano, em Portugal! Pelo menos foi o que julgo ter ouvido nas notícias hoje na RTP!Para se fazer alguma coisa, é preciso vontade e acção, não basta mandar para o Diário da República uma Portaria 697/2009 sobre o fornecimento em unidose, e esperar que as farmácias e as farmacêuticas adiram... (sim, elas aderem já, de boa vontade...)
Claro que eles estão satisfeitos!
320.000.000 € para o lixo, num ano, só de medicamentos? Será que ouvi mal o número? Por favor, digam-me que foi engano!
18 de março de 2010
6 de março de 2010
6 de fevereiro de 2010
A morte lenta
A seguir, está um extracto do artigo de opinião de Pedro Norton "A morte lenta", publicado na Visão desta semana. Leia o artigo completo clicando na foto ou no link. Excelente. Subscrevo."(...)
Portugal não tem um problema económico insolúvel. O País não tem escassez de diagnósticos nem de remédios. Portugal não tem, sequer, falta de quem os possa aplicar com eficácia e coragem. Mas Portugal tem, isso sim, um problema político sério. Portugal tem um sistema político doente, fechado sobre si mesmo e à sociedade, autista. Portugal tem uma democracia débil e refém de máquinas partidárias que sacrificam qualquer tentativa de regeneração ou de mudança do status quo à desesperada ânsia de autopreservação da sua imensa mediocridade. Portugal tem, por via dessa sufocante pulsão uniformizadora da sua partidocracia, uma total incapacidade de atrair ou de gerar elites e lideranças políticas com verdadeira vontade e capacidade reformista.
(...)
Se alguma coisa nos condenar à morte lenta não será a economia. Será a política. E é bom não esquecer que se o inferno são os outros, a política somos nós."
Portugal não tem um problema económico insolúvel. O País não tem escassez de diagnósticos nem de remédios. Portugal não tem, sequer, falta de quem os possa aplicar com eficácia e coragem. Mas Portugal tem, isso sim, um problema político sério. Portugal tem um sistema político doente, fechado sobre si mesmo e à sociedade, autista. Portugal tem uma democracia débil e refém de máquinas partidárias que sacrificam qualquer tentativa de regeneração ou de mudança do status quo à desesperada ânsia de autopreservação da sua imensa mediocridade. Portugal tem, por via dessa sufocante pulsão uniformizadora da sua partidocracia, uma total incapacidade de atrair ou de gerar elites e lideranças políticas com verdadeira vontade e capacidade reformista.
(...)
Se alguma coisa nos condenar à morte lenta não será a economia. Será a política. E é bom não esquecer que se o inferno são os outros, a política somos nós."
15 de novembro de 2009
Obama e o peso do mundo
"(...)A máquina complexa da administração americana parece emperrada e os progressos conseguidos são poucos e lentos. Em matéria de ambiente, a quatro semanas da Cimeira de Copenhaga, as hesitações do lado americano estão a criar um grande cepticismo entre os ambientalistas. Começa a pensar-se que as negociações sobre o novo tratado deverão prolongar-se para lá daquela Conferência, durante o ano de 2010... É uma desilusão. Será um novo atraso (incompreensível), dada a reconhecida urgência de travar, quanto antes, o aquecimento global, pela diminuição dos gases com efeito de estufa. Mas, enfim, as coisas são o que são e não como os homens - e as mulheres - de boa vontade gostariam que fossem....
(...) "Mário Soares, em "Obama e o peso do mundo", na Visão de 12/11/2009
Texto integral na Visão online
30 de setembro de 2009
Imaginemos um cenário

Conhecem a bússola eleitoral que esteve disponível na internet para as legislativas 2009? Se não, dêem lá um saltinho, respondam às perguntas e vejam o resultado. Depois, façam comigo um exercício de imaginação.
Assim:
Imaginemos a bússola eleitoral.
Imaginemos que que a bússola eleitoral é validada por todos os partidos políticos e que as perguntas que a compõe traduzem efectivamente as principais linhas de orientação dos programas dos partidos políticos.
Imaginemos que as perguntas relativas à confiança que temos nos presidentes dos partidos e nos próprios partidos políticos tinha alguma ponderação no cômputo geral, embora relativamente baixa, digamos 10 a 15 %, para cada (nesta bússola 2009 não interferem na escolha, ou seja é zero), porque a confiança nas pessoas e partidos também deve valer alguma coisa.
Imaginemos que o voto é electrónico e consiste na resposta às perguntas da bússola eleitoral.
Imaginemos que a bússola calcula e converte todas as respostas dos eleitores, respondendo qual o partido cujas propostas mais se aproximam da vontade dos portugueses, e que esse será o partido que vai formar governo.
Imaginemos também que o número de deputados na assembleia da república para cada partido seria também calculado por uma fórmula da bússola, efectuada a nível distrital ou regional.
Agora, imaginemos o mais difícil:
O partido que forma governo, cumpre mesmo o seu programa eleitoral, salvo se, em alguma das questões que outro partido tenha tido maior votação, entender que afinal pode seguir essa via sem prejudicar o restante programa. Se se desviar do programa sem ser por este motivo ou outro de maior relevância, o governo deve ser demitido pelo presidente da república.
A assembleia da república é composta por metade dos deputados em relação à actualidade, mas todos esses deputados efectivamente trabalham e cumprem o seu papel (que não é só votar nas propostas), pois se não o fizerem, são despedidos e substituídos pelo seguinte da lista.
É um cenário interessante, não é?
25 de setembro de 2009
Voto útil?

A Isabela Figueiredo, de cujo "Novo Mundo" não perco uma pitada, e que tem o dom de me pôr a pensar (não que eu não pensasse antes, entendem-me, mas às vezes distraio-me...) mais uma vez me pôs a reflectir com o seu "O inútil voto útil".
Confesso que o voto útil já me deixou tentada. Mas o pior, é que depois de reflectir, acabei por discordar um pouco da Isabela - é que me parece que o "voto útil" não é inútil, mas antes, pernicioso. O voto útil pura e simplesmente deturpa completamente aquilo que deveria ser a democracia.
Como seria o resultado das eleições se ninguém votasse pela "utilidade", mas se votasse antes de acordo com aquilo que sinceramente mais se coaduna com as suas convicções?
Não sei como seria o resultado, mas uma certeza se apodera de mim: seria bem diferente do que tem sido e do que vai ser.
Não, eu não vou votar no "voto útil" eu vou votar em consciência. Pode ser que assim tenha mais utilidade para a democracia.
19 de julho de 2009
Houvesse muitos assim
Na revista Única incluída no semanário Expresso, de ontem, a rubrica Perfil apresenta um artigo intitulado "A torto e a direito" sobre o bastonário da ordem dos advogados, Marinho Pinto. Algumas das suas frases, são um testemunho da sua lucidez na análise da realidade deste Portugal:
- "A distribuição da riqueza é mal feita e acentuou desigualdades que lembram alguns dos piores momentos da nossa História. Os partidos políticos deixaram de ter um papel de moderação e mobilização e funcionam mais como sindicatos ou aparelhos que lutam por votos para receber os subsídios do Estado, o que descredibiliza o discurso político e as instituições democráticas."
- "Vive-se na espuma mediática criada pelos próprios jornalistas, que já não orientam a sua actividade por critérios de natureza ética e deontológica."
- "A aplicação mecânica da lei leva às piores injustiças. A lei é apenas uma de várias fontes de Direito". "Quando escolhi ser advogado, estava cheio de ilusões e ideais sobre a justiça. Perdi todas as ilusões, mas nenhum dos ideais."
Muito se fala, muito se diz, muito se ataca Marinho Pinto. É certo que ele dispara para muitos lados. Mas não a torto e a direito. À parte generalizações, bem sabemos que há muito de podre no funcionamento das instituições neste país.
Por isso, não tenho como não gostar e não aplaudir a coragem de Marinho Pinto .
- "A distribuição da riqueza é mal feita e acentuou desigualdades que lembram alguns dos piores momentos da nossa História. Os partidos políticos deixaram de ter um papel de moderação e mobilização e funcionam mais como sindicatos ou aparelhos que lutam por votos para receber os subsídios do Estado, o que descredibiliza o discurso político e as instituições democráticas."
- "Vive-se na espuma mediática criada pelos próprios jornalistas, que já não orientam a sua actividade por critérios de natureza ética e deontológica."
- "A aplicação mecânica da lei leva às piores injustiças. A lei é apenas uma de várias fontes de Direito". "Quando escolhi ser advogado, estava cheio de ilusões e ideais sobre a justiça. Perdi todas as ilusões, mas nenhum dos ideais."
Muito se fala, muito se diz, muito se ataca Marinho Pinto. É certo que ele dispara para muitos lados. Mas não a torto e a direito. À parte generalizações, bem sabemos que há muito de podre no funcionamento das instituições neste país.
Por isso, não tenho como não gostar e não aplaudir a coragem de Marinho Pinto .
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