27 de dezembro de 2010

O Menino Jesus de Caeiro por Bethania

Já consta deste armazém o poema de Alberto Caeiro sobre o Menino Jesus. Agora fica dito por Maria Bethania:

22 de dezembro de 2010

Sejam felizes



Aos visitantes deste Armazém desejo um bom Natal e um óptimo ano de 2011. E uma palavra de agradecimento a todos os que me têm feito companhia através dos comentários. Obrigada!  

Façam o favor de serem felizes :)

16 de dezembro de 2010

Palavras para a minha mãe

"Palavras para a minha mãe

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo.
a fotografia em que estou sentado ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho. gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras. sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste. somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes."

8 de dezembro de 2010

Imagine Direitos Humanos

Porque dia 8 de Dezembro faz 30 anos que morreu John Lennon.
Porque dia 10 de Dezembro se comemora o Dia Internacional do Direitos Humanos
Porque o sonho ainda não morreu.
Imagine que todos têm Direitos Humanos.

2 de dezembro de 2010

Os antigos

"Os antigos invocavam as Musas.
Nós invocamo-nos a nós mesmos.
Não sei se as Musas apareciam —
Seria sem dúvida conforme o invocado e a invocação. —
Mas sei que nós não aparecemos.
Quantas vezes me tenho debruçado
Sobre o poço que me suponho
E balido «Ah!» para ouvir um eco,
E não tenho ouvido mais que o visto —
O vago alvor escuro com que a água resplandece
Lá na inutilidade do fundo...
Nenhum eco para mim...
Só vagamente uma cara,
Que deve ser a minha, por não poder ser de outro.
É uma coisa quase invisível,
Excepto como luminosamente vejo
Lá no fundo...
No silêncio e na luz falsa do fundo...

Que Musa!........."

Álvaro de Campos, 3/1//1935