25 de novembro de 2009

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco


Mário Cesariny (Poema e pintura)

8 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Ter um amor assim do tamanho do mundo é uma alegria!

Eduardo Miguel Pereira disse...

Lindo, simplesmente lindo.
Muito bem escolhido Benjamina.

Maria Josefa Paias disse...

Ai, Ai, Benjamina, como nós andamos com a escolha de poemas de amor!
Este é belíssimo.
Um abraço.

Fernanda disse...

Wow!!!

Amiga Benjamina que poesia mais linda...

Posso levar e traduzir/adaptar para Inglês para o meu Diverse Texts and Stories???
Depois venho saber a resposta.

Beijos

T.Mike (Miguel Gomes Coelho) disse...

Belo !
Para quê dizer mais ?
Saudações habituais.

Benjamina disse...

Ferreira-Pinto, Eduardo, Joseja, Fernanda e Miguel:

De facto, é um belo poema que vale a pena ler, reler e sentir...

Obrigada a todos e um abraço.

Cris disse...

Hermoso poema. Leer un poema en una lengua extranjera e interpretar los sentimientos del autor es dificil aunque se la domine bastante bien. En este caso el poema me llegó al alma.
Saludos desde Buenos Aires.

Benjamina disse...

Cris
Muito obrigada pela visita e pelo comentário. Também gosto muito deste poema, e também do quadro, de Mário Cesariny.
Um beijo